Toda criança deveria ter o direito de viver a infância, mas essa não é a realidade de milhares de meninas brasileiras, que tem a infância interrompida pela violência sexual. Os números mostram a dimensão dessa tragédia. Em 2025, o Brasil registrou quase 60 mil casos de crianças e adolescentes estupradas, 76% aconteceram dentro de casa, sendo o agressor um familiar ou alguém conhecido da vítima.
Mesmo diante dessa realidade, de tempos em tempos, a maioria conservadora e misogina do Congresso Nacional se empenha em derrubar o direito ao aborto legal, escolhendo atacar as vítimas, e sob a desculpa de defesa da família e Deus, defendem estupradores.
O aborto legal no Brasil é permitido em três casos: gravidez resultante de estupro, risco à vida da gestante e anencefalia fetal. Recentemente, o Senado aprovou, em uma votação secreta que durou menos de dois minutos, a derrubada da resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que organizava o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e orientava hospitais e serviços públicos a garantir, de forma humanizada, o acesso ao aborto legal previsto em lei.
Isso significa mais demora e mais insegurança para meninas que já sofreram uma das maiores violências possíveis, em vez de fortalecer a rede de proteção, escolheram enfraquecê-la.
Nenhuma menina deve ser obrigada a carregar a violência que sofreu por toda a vida. Criança precisa de proteção, de direitos e de futuro, para isso precisamos garantir:
- Acesso ao aborto legal para todas as vítimas de estupro;
- Fortalecimento da rede pública de saúde, assistência social e proteção à infância;
- Ampliação do atendimento psicológico às vítimas e suas famílias;
- Garantia do ensino de educação sexual baseada em evidências para prevenir a violência e responsabilizar os agressores.
Acesse lutas.deborapsol.com.br (link na bio) e veja o que já fizemos pela vida das nossas meninas e mulheres. Agora precisamos estender a luta para todo o estado de São Paulo!
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