A crise climática é resultado de um modelo de produção que transforma a natureza em mercadoria e coloca o lucro acima da vida. O agronegócio, baseado na produção em larga escala, no desmatamento e no uso intensivo de agrotóxicos destrói a biodiversidade, contamina a água e o solo e ameaça a saúde dos trabalhadores do campo.
O Brasil vive uma tragédia silenciosa. Somos o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Em 2025, foram quase 10 mil casos de intoxicação, cerca de 27 pessoas contaminadas por dia, em sua maioria trabalhadores rurais e crianças. Enquanto o agronegócio prioriza commodities e bate recordes de exportação de soja para alimentar gado no exterior, o povo brasileiro paga caro por alimentos envenenados e segue enfrentando a insegurança alimentar.
A fome não acontece por falta de produção. Mesmo com menos terra e menos apoio, a agricultura familiar segue sendo quem garante boa parte dos alimentos que chegam à mesa da população, mostrando que é possível produzir comida de verdade sem destruir a natureza.
A agroecologia é a nossa resposta para garantir soberania alimentar. Produzir sem veneno significa preservar a biodiversidade, fortalecer economias locais e garantir o direito da população de acessar alimentos saudáveis.
Para isso, defendemos:
- Basta de Pacote do Veneno: Revogação imediata das leis que facilitam a entrada de substâncias proibidas no resto do mundo;
- Comida Barata e Limpa: Incentivos fiscais e crédito para quem produz orgânicos e agroecológicos, baixando o preço na feira;
- Reforma Agrária Popular: Terra nas mãos de quem produz vida, não de quem produz deserto de soja;
- Territórios Protegidos: Apoio total aos povos indígenas e comunidades tradicionais, os verdadeiros guardiões do clima;
- Sementes da Liberdade: Proteção das sementes crioulas contra o monopólio das transnacionais de transgênicos.
Para deputada estadual, vote Débora 50500!
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